O GEL - Grupo de Estudos Logísticos de Bauru - é uma iniciativa para divulgação de notícias e publicação de artigos da área.



18 de abril de 2008

A visão da Embalagem como um componente Logístico

Considerando que o papel primordial da Logística é entregar o produto certo, no local certo, no tempo desejado pelo cliente e a um custo adequado, faz-se necessário atenção em todas as etapas deste processo, que envolve desde o planejamento do Produto, a sua Produção, a sua Armazenagem, Transporte e Entrega ao Cliente.
Muitas vezes, os aspectos relacionados a forma como estes produtos serão armazenados e transportados não são muito considerados pelas empresas.
A falta de atenção a estes aspectos pode trazer inúmeros prejuízos financeiros devido a perdas e avarias nos produtos e principalmente a insatisfação do Cliente ao receber um produto avariado.
O exemplo que gostaria de mencionar é referente a Exportação de Frutas. Imaginem os cuidados redobrados que os exportadores tem que ter no que se refere ao acondicionamento destas para que as mesmas cheguem em perfeitas condições ao Cliente. E se estas frutas fossem enviadas para o outro lado do mundo, por exemplo o Japão?
No jornal Estado de São Paulo, tive a oportunidade de ler que a Klabin produz caixas especiais para as frutas.As mangas brasileiras vão chegar ao Japão em caixas de papelão ondulado criadas especialmente para aquele mercado.
"No Japão a manga é vendida quase como um artigo de butique, por até US$ 30 a unidade", explica Carlos Masili, diretor comercial de embalagens da Klabin. Neste ano, a Klabin estima embarcar 500 mil caixas de papelão ondulado, atendendo a vários produtores de manga que se preparam para exportar para o Japão. "É um bom começo", avalia o diretor, que acredita que depois da manga, virão a uva e outras frutas brasileiras.
Bem, como podemos ver, já temos algumas excelentes notícias sobre a preocupação dos Produtores com os aspectos da Embalagem no processo logístico.
Sendo assim, todos os elos da cadeia saem beneficiados. Ganham os Produtores, os Transportadores, os Fabricantes de Embalagens e principalmente os Clientes que passam a receber suas frutas de acordo com o desejado.

Por Hélio Meirim - hrmeirim@hrmlogistica.com
Consultor de Empresas e Professor Universitário
Fonte: www.hrmlogistica.com

31 de março de 2008

Logística reversa reduz custos e preserva o ambiente

Iniciativa comum na indústria de bebidas ganha impulso em outros setores, como siderurgia, telefonia e automobilístico. A chamada logística reversa, que consiste em trazer de volta ao ciclo produtivo os materiais, embalagens e produtos comercializados, começa a ganhar fôlego entre as empresas e a formar um novo mercado para as operadoras logísticas. A iniciativa, já tradicional na indústria de bebidas, que há tempos gerencia o retorno de garrafas dos pontos-de-venda até os seus centros distribuidores, ganha impulso também em outros segmentos, como telecomunicações, siderurgia e automobilístico.

Para reduzir custos, a General Motors adotou a logística reversa no transporte de peças e embalagens das suas unidades em São Paulo até a fábrica de Gravataí (RS). Parte das embalagens utilizadas para transportar peças que vão abastecer a linha de produção retornam para serem usadas novamente. "A embalagem sempre foi um item crítico para indústria e ganha cada vez mais importância dentro das empresas. A iniciativa reduz significativamente o inventário de embalagens e consequentemente a operação fica muito mais enxuta", afirma Iron Mendes, diretor de logística da Cargolift, operadora que faz essa movimentação para a General Motors.

Segundo Mendes, a logística reversa começa a ser usada até mesmo nas operações de importação e exportação. "Há clientes que hoje têm o gerenciamento completo do retorno das embalagens", afirma.

Para o professor de transportes de Comércio Exterior do Centro Universitário Positivo (UnicenP), Alexandre Willerding, a logística reversa está se transformando em um novo serviço das operadoras. "Há segmentos, como o de manutenção, no qual esse mercado está crescendo muito", afirma.

Um exemplo é a DHL, que fechou com a Hewlett-Packard (HP) um projeto piloto para a América Latina e Brasil para o gerenciamento de toda a cadeia logística, incluindo o serviço de reparo dos equipamentos. O acordo, que começou a vigorar em 2003, movimenta US$ 20 milhões por ano, segundo Ronildo Silva, gerente da filial da DHL em Curitiba.

Pelo projeto de logística reversa, a DHL vai buscar os equipamentos com problema no cliente e os leva até o centro de reparos da HP em Guarulhos (SP), onde o produto pode ser consertado ou encaminhado para a rede de assistência técnica credenciada. Por mês são transportados 24 mil equipamentos, como monitores, impressoras e notebooks e estações de trabalho. Desse volume, 45% são consertados no Brasil, 40% fora do país e 15% são destruídos. "Com a operação terceirizada, a HP reduziu o custo operacional e concentrou-se em seu negócio", afirma Silva.

Embora crescente, esse mercado ainda carece de estatísticas confiáveis, segundo Willerding. "Sabe-se, no entanto, que ele deve crescer na medida em que empresas passem, cada vez mais, a serem responsáveis por todo o ciclo de vida dos seus produtos, incluindo o destino correto quando eles não são mais utilizados", diz Willerding, que discutiu o tema na feira anual de Logística promovida pelo UnicenP.

O aumento das obrigações com a preservação do meio ambiente também tem impulsionado esse mercado. A operadora de telefonia celular Tim Sul adotou, desde 1999, o recolhimento das baterias usadas nos aparelhos celulares. Os equipamentos são levados pelos clientes aos pontos de coleta de baterias localizados nas lojas da rede e posteriormente encaminhadas aos fabricantes. Pela operação já são retiradas cerca de 8 mil baterias por mês do mercado.

"A indústria de agrotóxicos é outro exemplo. Alguns fabricantes já fazem a coleta das embalagens dos seus produtos depois de serem usadas pelos agricultores. Esse passa a ser um novo tipo de serviço das operadoras", finaliza o professor da UnicenP.


Fonte: Cristina Rios (Gazeta Mercantil)

19 de dezembro de 2007

Margem cresce em 2007 com escala e ganhos de eficiência


17/12/2007. A combinação de aumento de produtividade, ganho de escala e redução de despesas financeiras (por conta do real valorizado em relação ao dólar e juros mais baixos) garantiu às indústrias de capital aberto uma melhora nas suas margens de lucro até setembro.
Um estudo elaborado pela Economática com base nos balanços divulgados por 250 empresas listadas na Bovespa revela que a margem líquida média das companhias aumentou 38,9% nos nove primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo intervalo do ano passado.
A margem operacional (que revela a eficiência da empresa antes do pagamento dos impostos) também subiu e passou de 16,5% para 17,9% na mesma comparação. Esses ganhos foram obtidos com aumentos pouco expressivos nos preços da maioria dos setores. Até setembro, o Índice de Preços Industriais no Atacado (IPA-Industrial) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) subiu 2,55% - e 3,38% até novembro.
A margem líquida média ficou em 10,7%, ante 7,7% em 2006. O cálculo mostra a relação entre o lucro líquido e a receita líquida do período. A amostra não incluiu as empresas financeiras, grupos que abriram o capital neste ano, nem Petrobras, Eletrobras e Vale, que têm peso considerável nos setores em que atuam.
"Muitos dos custos são fixos e, a partir de um nível de crescimento, o lucro cresce mais que a receita", afirma o presidente da Economática, Fernando Exel. Pelo estudo, a receita líquida das empresas aumentou 7,9%, para R$ 379 bilhões, e o lucro líquido cresceu 49,4%, para R$ 40,5 bilhões. De 16 setores avaliados, 13 tiveram aumento de margem. Os incrementos mais significativos foram obtidos pelas indústrias químicas (64,99%), transportes e serviços (31,58%), telecomunicações (21,19%), energia elétrica (21,18%), veículos e peças (20,24%). Houve queda apenas nas áreas têxtil (55,16%), comércio (4,41%) e construção (2,89%).
"Estamos assistindo a um fenômeno muito conhecido na economia que é o aumento de vendas e de produção sobre a eficiência econômica, com aumento da produtividade e redução de custos", define o consultor do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Júlio Gomes de Almeida. Ele pondera que os ganhos de margem mais significativos ocorreram em setores nos quais também houve crescimento da produtividade (ver reportagem acima), se for levada em consideração a relação entre horas pagas pelas indústrias e a sua produção. "Quando a indústria produz mais, ela consegue mitigar custos fixos, de amortização, de investimento."
Já a Rosenberg & Associados identificou ganhos de margem um pouco menores pelas indústrias. Em seu cálculo, que leva em consideração a diferença entre os preços médios dos insumos e os preços dos bens industrializados, as indústrias de transformação registram um aumento da margem de 1,44% no acumulado de janeiro a outubro, em comparação com igual intervalo de 2006.
"O incremento nos preços de insumos industriais comprimiu as margens de alguns setores, que não puderam repassar esses valores para os consumidores em função da concorrência com produtos importados", avalia Thaís Zara, economista da Rosenberg.
Outro fator a ser considerado é a valorização do real em relação ao dólar ao longo do ano, que limitou os ganhos em reais do setor exportador, ainda que os preços internacionais tenham se valorizado.
Esse efeito foi sentido, por exemplo, no setor de siderurgia e metalurgia, que registrou uma melhora na margem de 1,14% em relação ao ano passado, bem abaixo da média das indústrias, pelo levantamento da Economática. O mesmo ocorreu no setor de papel e celulose, que teve redução de 5,97% na margem de lucro, para 22,32%, e no já citado setor têxtil, cuja margem recuou de 3,76% em 2006 para 1,69% neste ano.
Dentre os segmentos analisados, o único que, na avaliação dos economistas, incrementou sua lucratividade via valorização de preços foi o alimentício. O setor teve queda na produtividade de 0,7% de janeiro a outubro. Até setembro, o setor registrava um incremento de 8,99% na margem de lucro, para 18,18%, segundo a Economática. Nos preços industriais no atacado calculados pela FGV, o setor alimentício foi um dos que mais contribuíram para a inflação no ano. De janeiro a novembro, os alimentos subiram 8,05%.
No cálculo da Rosenberg que apenas avalia preços, o setor é o que registra maior ganho de margem no ano, de 6,64%. "Esse resultado das margens é explicado principalmente por um movimento internacional de aumento nos alimentos e nas commodities agrícolas. Na verdade, o efeito da inflação no mercado interno é pequeno se comparado com as variações no exterior".

Por Valor Econômico - SP em www.intelog.net

5 de dezembro de 2007

A SÍNDROME DO FIM DE MÊS


Por que os últimos dias do mês causam tanto estresse e correria?

12/5/2006 - Reinaldo Moura (*)

A expressão "síndrome do fim de mês" é muito comum para todos os profissionais da cadeia de abastecimento, estejam eles trabalhando no recebimento, no PPCP (planejamento, programação e controle da produção) ou até mesmo na expedição de quaisquer produtos.

Por incrível que pareça, não são somente os produtos de origem agrícola, de época ou sazonais que estão sujeitos às variações de demanda em certos períodos.

Aliás, no mundo inteiro há uma relativa correria ou nervosismo em fins de mês, e mais ainda em fins de trimestre, pois as metas têm de ser alcançadas e os números devem ser divulgados aos acionistas e nas bolsas de valores, caso a empresa tenha ações no mercado aberto.

No Brasil, este fenômeno era muito comum e fazia algum sentido na época da inflação galopante, onde todos os meses (e, em alguns casos, até semanas) havia alterações nas tabelas de preços.

Superada esta fase na década passada, o tal efeito da síndrome de fim de mês continua enraizado na nossa cultura, muito aquém dos outros países. E por quê?

Consultando diversos profissionais, já catalogamos as mais diversas respostas. Eis algumas, e até curiosas:

1 - O efeito tributação, onde impostos são recolhidos no mês em curso ou no próximo, assim todo e qualquer faturamento acaba sendo com a data do dia primeiro;

2 - Se a empresa recebe os produtos no dia primeiro, ela tem 30 dias para processar ou desovar este estoque e assim acaba fechando o mês com estoque menor;

3 - Como muitas programações de produção são ainda baseadas em um lote/mês, para compensar o tempo utilizado para mudanças de produto ("setup"), há um velho hábito, visando melhorar os indicadores de produtividade, de produzir os grandes lotes no início do mês, deixando-se para o final do mês os pequenos lotes. Assim, se o cliente compra dois ou mais produtos e quer receber tudo numa remessa só, pagando um único frete, e um destes produtos é de pequeno lote, nem preciso dizer que a empresa vai arrastar aquele estoque do de lote grande, até completar o pedido, faturar e entregar. O mesmo acontece se, no lugar dos dois produtos, são duas peças que vão alimentar uma linha de montagem.

4 - Outro fenômeno é que a maioria das empresas e até o Governo fazem o pagamento a seus funcionários em fim de mês ou até no dia 05 do mês seguinte. A partir daí, e como é hábito em algumas regiões, as donas de casa administram os recursos do lar, em especial a alimentação, indo a um supermercado nos cinco primeiros dias do mês, sendo mais comum num fim de semana, pois ir ao supermercado para alguns é um entretenimento e sempre há promoções. O que isto produz na cadeia de abastecimento? Um verdadeiro "chicote".

Outra conseqüência desta concentração de consumo é o blefe que algumas empresas do varejo (e do atacado também) exercem sobre as indústrias. Muitas vezes, o varejo não repõe o seu estoque, dizendo que não vendeu e está abastecido ou até super estocado, o que não é verdade, mas este não abre os seus armazéns para comprovar. Como as indústrias precisam faturar para cumprir os seus compromissos, chega um dia, geralmente após o dia 25, que ela é obrigada a fazer as promoções para desovar o seu estoque e isso acaba causando um vício de todo mês aguardar o desespero de algumas indústrias e aí sim obter as maiores vantagens.

Por outro lado, observa-se, mais uma vez nos supermercados, que entre os dias 05 e 30, além destes estarem quase vazios - pois são feitas apenas as compras de emergência ou perecíveis - as promoções e descontos não atraem a maioria dos consumidores.

Certa vez, um treinando disse-me: "a mulher tem de comprar tudo para o mês de uma só vez, pois se sobrar dinheiro, o marido vai gastar com outras coisas, e aí se não tiver dinheiro suficiente para comprar alimentos no fim do mês, as crianças vão passar fome".

Há também outras causas do fenômeno do fim do mês, tais como as falsas antecipações de uma exportação, apenas para evitar que o produto e a documentação não se atrasem para não perder o compromisso.

Na época da safra agrícola, esse "pico" de fim de mês gera uma falta crítica de caminhões, que acarreta em atrasos no escoamento da produção.

Bem, todas estas e outras razões que existem criam um efeito em cascata que vai até a fonte de matéria-prima: a estratégia de empurrar a produção baseada em previsões de vendas muitas vezes com dados históricos que simplesmente não acontecem, causando mais uma vez uma descrença nos sistemas "just-in-time" (hoje chamado de manufatura enxuta), kanban e outras ferramentas de puxar, CPFR ("collaborative planning, forecasting and replenishment", previsão, planejamento e reabastecimento colaborativos) entre comércio e indústria.

Mesmo com as informações "on-line" ou consultas via internet, um grande e concentrado consumo em poucos dias não estabiliza o abastecimento.

(*) Reinaldo Moura é fundador do Grupo IMAM. É diretor e instrutor da IMAM Consultoria Ltda

26 de novembro de 2007

A logística internacional como ferramenta indispensável aos negócios internacionais.

Joaquim Brasileiro
Muito se fala da logística na mídia escrita e televisiva, mas precisamos aqui esclarecer que logística. É um conjunto de atividades como o transporte, distribuição, controle de produção, uma forma de marketing, ou seja, como vimos à logística é uma área que faz interface com praticamente todas as áreas da organização e se tornou uma ferramenta imprescindível no mundo dos negócios.
Vale a pena fazermos uma pequena distinção de logística empresarial e logística internacional, a primeira é o conjunto de atividades como mencionamos acima, mas com o foco primordial no abastecimento dos suprimentos (matéria primas e insumos produtivos) para movimentar a produção industrial, como também tem o foco na área de vendas quando controla, distribui e transporta produtos acabados a partir de um CD (centro de distribuição) ou mesmo a partir do setor de expedição da própria indústria.
Já a logística internacional se diferencia da logística empresarial com enfoque nos negócios internacionais, nesse contexto a logística internacional é uma ferramenta importantíssima para a efetivação do comércio exterior mundial, considerando-se, por exemplo, que 80% do comércio internacional utiliza o modal marítimo, 10% o modal aéreo, e, os outros 10% divididos entre modais rodoviário, ferroviário, cabotagem e demais.
Dessa forma cresce cada vez mais a importância da logística internacional não apenas como uma ferramenta operacional, as principalmente como diferencial competitivo no mundo corporativo globalizado que vivemos, onde os preços não são mais a força motor de conquista de novos mercados e ou retenção dos clientes atuais através dos mesmos.
As fronteiras foram expandidas e a competição$ acirrada queiramos ou não veio para ficar pelas "mãos" da globalização iniciada mundialmente na década de 80, onde a base de custos e de produção nos paises periféricos como China, Índia e Brasil principalmente tiveram uma relação custo x beneficio bastante interessante para os investimentos de grandes multinacionais.
Estabelecendo dessa forma uma visão sistêmica de todo o processo competitivo entre as nações e as grandes corporações mundiais, ou seja, um enfoque maior para o transporte, distribuição, embalagem, marketing de relacionamento, formas de gestão de estoques como just in time, kanban, curvas abc e etc.
Por: Joaquim Brasileiro Formado em Administração de empresas pela PUC SP, Pós Graduado em MBA Executivo pela FGV e Mestrando Executivo em Gestão Empresarial pela FGV / EBAPESócio Diretor da Speedlog Logística Internacional Ltda. Professor da Unifae e Fatec Internacional para as disciplinas de Negócios Internacionais e Logísticas Internacional. Colunista do Portal Newscomex
Portal Newscomex Informações sobre comércio exterior e logística - http://www.newscomex.com.br/